O dia transcorreu como transcorre quase todo domingo: poucas atividades, uma boa dose de preguiça, boa companhia, algum azedume de outras companhias (não menos queridas), visitinhas esperadas, um filme em DVD, galinhada de domingo, pizza fria de sobra do sábado à noite, Coca-Cola, um friozinho raro aqui no Planalto Central, um pouco de música... Domingo, enfim.
A reflexão faz parte do domingo, pois faz parte da semana de segunda a sábado, e domingo não fica de fora, pois nunca estou de folga de pensar. Transformações, mutações, metamorfoses vêm ocorrendo, ainda que possam parecer pequenas ou lentas aos que olham de fora. Não são, e só eu sei. É o que mais importa, também sei.
Meu mundo se cerca de música e cores. Música que ouço e procuro produzir; cores que eu admiriro e procuro fotografar e também letras, palavras, parágrafos, capítulos, livros, estantes cheias e o falar.
O coração tem pulsado bem, no ritmo dos melhores bateristas do mundo. Taí a música de novo, ritmada, felizmente. A mente, que não mente, só omite, vai relativamente bem. Hipócrita aquele que disser, com segurança absoluta sobre sua mente, que sua mente não mente e que está cem por cento. Nunca! Nossa mente pode estar, no máximo, sob controle. Cem por cento é coisa de idealismo utópico que nem eu, teoricamente exato, aceito.
O domingo já se foi, passa da meia noite e já é segunda. O sono já pega as pálpebras e puxa para baixo, a vontade já me pega pelo braço esquerdo e me puxa para a cama com carinho. Durmo ouvindo música.
O repertório de hoje é interessante: Nando Reis, Paul McCartney e Queen + Paul Rodgers. Tocam três CDs e eu já estou em outros mundos mentais, sonhando, viajando ou, talvez, me encontrando mais.
Arrivederci a tuti voi, amici!
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