![]() |
| Imagem: Internet |
e crescer.
![]() |
| Imagem: Internet |
Não sou árvore, mas tenho raízes fortes presas ao solo do qual me alimento. Se me mudam de lugar, se me transplantam, murcho, perco o viço, sofro, custo a me adaptar e pode ser que pereça. A terra tem de ser fértil em demasia e o clima muito amigável.
Em tempos de poucos amores, reinam horrores.
Mesmo instante, distante, à emoção da loucura tangencial, crê-se sacrossanta e se ajoelha diante do barro do qual supõe ter vindo – aquele em forma de gente, esta em forma de estátua – e mergulha no absurdo: ao crer no incrível, ao conversar com o invisível, ao ouvir o inexistente e ao ver o que não está nem há. Sente-se maior, crê em ‘si-mesma’ como especial e crível.
A vida, como a matemática, é cheia de incógnitas, só não é exata, e aí está o x da questão.
![]() |
| LP Pink Floyd Atom Heart Mother |
| Foto: Ivan Bueno |
Espremeu até o fim a laranja
Depois queria encontrar no bagaço o sumo
(03/03/2023 - 00:51)
A crença de que as próprias crenças sejam a coisa mais certa e inquestionável constitui, de per si, a maior arrogância da existência finita de um ser suposto infinito. Arrasta as próprias correntes até o fim, quando se surpreende ao ser sugado por elas ao centro da Terra. Que inferno!
(03/03/2023 - 00:42)