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sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Partidas

A vida fervilha
Fervilha e se esvai
Como areia por entre os dedos
Como água que vaza pela rachadura

E ainda assim é tão boa
Tão boa e tão doída
Tão cheia de despedidas
Chegadas e partidas

E hoje já não sei mais se conto
As pessoas que eu amo
Pelo lado de cá ou de lá...

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Brazil

Arte: Tonho Oliveira - Porto Alegre/RS







Brazil, mostra tua cárie

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Sa... ídas

Arte: Tonho Oliveira - Porto Alegre/RS


Quando pensou
Ter encontrado saída
Caiu em si e
Perdeu-se no vácuo 

          Ivan Bueno


Eu também vivo assim:
caindo dos céus que crio
e em que "cri".
Sorte que além do céu,
tudo é ainda infinito. 

          Cássia Fernandes








Obs:
Parceria artístico poética entre Tonho Oliveira, que inicialmente criou a figura, eu e Cássia Fernandes, que "poetamos" inspirados pelo desenho.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Isto é presente?

Arte: Tonho Oliveira - Porto Alegre/RS
De massacre em massacre, e não só nos Estados Unidos, mas uma coisa já “internacionalizada” desde muitos milênios atrás,a maldade e o desequilíbrio esteve sempre presente na história da humanidade
e se faz sempre presente.
Nesta semana mais um massacre nos Estados Unidos,mas e os massacres “invisíveis” da ditadura do consumo, do comportamento, da política que nos assolam a todo momento?
E chega o natal e todo mundo fica meio que instantaneamente “incorporado” pelo espírito natalino, cristão, o que for, às vezes de forma absolutamente hipócrita.
Quem sofre carência de roupas e cobertores e até brinquedos, não têm essas carências só no natal, mas sempre. De que adianta, efetivamente, esses movimentos sazonais natalinos? Não resolvem, abrandam temporariamente.
Passado o natal vamos continuar tendo medo do pivete no semáforo, seja para pedir ajuda ou seja para assaltar. Na dúvida, passamos. Acabamos adotando também uma atitude defensiva, até compreensível.
E o que está por trás dessas diferenças sociais e culturais? Eu acho que especialmente é educação, conscientização em massa, permanente. Mas há quem ache que não podemos criticar os políticos, enquanto somos uma sociedade que joga papel no chão, suborna policiais, fura fila, fura sinal vermelho, estaciona em vagas proibidas etc. Será que não podemos fazer as duas coisas, ou seja, criticar a nós mesmos e os políticos e exigir de ambos?
Desejo ver as coisas melhorando e ver menos maniqueísmo nas atitudes e nos pensamentos. Menos guerrinhas partidárias, menos guerras religiosas, menos atitudes filantrópicas sazonais em contraponto às atitudes diárias, que quase ignoram os semelhantes... São semelhantes? Falo de forma geral.
Queria árvores mais naturais, menos triangulares, e que o número de cruzes por mortes injustificáveis fossem substituídos por rosas e tudo plantado na mesma terra. Terra cultivada, as árvores frutíferas crescem sadias, crescem naturalmente e todos podem ir à praça, sem que a praça seja o quintal privilegiado e restrito de ninguém.
É... meio utópico? Pode ser, mas em muitos países a violência já é algo bem mais controlado. Por que não aqui e ali? Por que não eu, tu, ele e ela, nós, vós, eles e elas pensando no futuro de nossos filhos e netos?


            Texto: Ivan Bueno
            Revisão (cortes, edições e adições): Tonho Oliveira

            Arte: Tonho Oliveira 

OBS:
Esta postagem pode ser vista aqui e no blog de Tonho Oliveira, 6vQcoisa. Visite também os blogs Po-ética e Arquitetonho.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ode ao amor

Arte: Tonho Oliveira - Porto Alegre

Entre seios,
Oh liberdade
Ata-me no ataque,
No ato desafiador

Pernas enlaçadas
Oh santidade
Ata-me em pecados
Ardamos em uníssono

Sois bela em pêlo
Sois bela em alma
Sois seio, alimento meu
Sois sol que ilumina

À noite, na penumbra
És luz que clareia a dor
Na cama, maciez
Pele que me prende alma

Desafios do amor
Toque que completa
Compreensão que cala
Silêncio que fala

Entre seios
Oh libertinagem
Atenhamos-nos no atar
Sem desafio e sem dor



Parceria poética:
primeira estrofe (dupla: uma na arte, outra no texto) por Tonho Oliveira
demais estrofes por Ivan Bueno

Também publicado no blog Po-Ética, de Tonho Oliveira. Vejam lá! 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Espionagem...

O olho penetra no buraco
fecha a duras penas
nas pernas pequenas
das meninas do meu adolescer,
ah! dói ser-me NINO.

          Observar curvas (re)buscadas
          descobrir carícias caríssimas
          até então, imaginação
          tudo num buraco: fechadura
          procura por ver mais a NINA.

          Destes meandros, sei-os...
          mas então só intuía
          em busca de descoberta
          ah, totalmente descoberta
          nua em pêlo, pelo mais

E pelo menos, pelo amor
dos meus apelos
desvirginando a inocência
desnudando segredos na decência
secreta no olhar dos pequenos,

          Mas todo pequeno cresce
          e não somente padece do desejo
          abre a porta, toca, desfruta, descobre
          desfaz-se dos pudores aos bons odores
          fechadura, aí, só pra viver o gozo.

Obs.:
Arte de Tonho Oliveira, do blog 6VqCoisa e Pô-ética. A ideia nasceu a partir de um comentário meu, feito lá no blog dele, numa postagem intitulada "DÊ ixe um título para o post...", vejam lá. Deixei lá meu comentário relatando travessuras da pré-adolescência e adolescência, das espionagens em fechaduras, e daí o Tonho fez outra arte (esta aqui deste post) e me mandou a primeira estrofe do poema, daí fiz duas, ele fez mais uma, daí fiz a última. Trocamos ideias, aparramos arestas, trabalho a quatro mãos, mesmo (e tudo por e-mail) e cá está o resultado.

     Poesia: Tonho Oliveira e Ivan Bueno   
     Arte: Tonho Oliveira

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pêndulos de Cronos (uma poesia a quatro mãos)

Sincrônicas mentes
Entre palavras
Deslizam
No ponto zero da leitura

De um lado,
Olhos
Do outro,
Dedos
Momentos, encontros
Amor de poesia


Palavras
Sincrônicos dedos
Que vêm, vazam, voam
Versam do zero ao cem

De um lado,
Dedos
Do outro lado,
Olhos
Enlaces
De poesias de amor

Sincrônicas mentes
Não mentem
Ratificam
Palavra que vai e vem e vai...

De um lado,
Lado,
Do outro lado,
Lado também
Dedos e olhos,
Uma só coisa

Sincronicidades
Cidades e vidas
Dedos, idéias, esbarrões
Lá e cá é tudo terra e céu

Pecador e pecadora
Do falar
Tecer e ler
Pêndulos de Cronos.

          PS:
          Poesia feita a quatro mãos por mim e Carmen Sílvia Presotto (de Porto Alegre, RS - do site literário Vidráguas). Ela iniciou com as duas primeiras estrofes, fez-me a proposta, dei sequência nas estrofes seguintes, mandei a ela que, nas palavras dela disse "alisei algumas palavras, mas se mexermos mais estragaremos..." Aí está o resultado, aqui no Empirismo Vernacular e lá em Vidráguas (
www.vidraguas.com.br), onde há também vários outros poemas meus e de tantos autores mundo afora publicados lá por ela. Sempre obrigado, Carmen.