terça-feira, 4 de setembro de 2012

Do cerzir

Muitas coisas ficam mal costuradas no tecido das nossas vivências, mas deveríamos entender que às vezes a tentativa do remendo resulta num cerzido mal feito que nem sempre é mesmo necessário. Aceitação seria o melhor!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Oinc!

Detesto quando minha burrice se manifesta! ... Alguém me entende?

Sons

Minha canção predileta é um conjunto tão extenso de canções que forma uma discografia completa, repleta de sons, estilos, vozes, instrumentos e momentos que me traduzem em partes.

sábado, 1 de setembro de 2012

Posse

Nós não possuímos a vida, a vida é que nos possui, nos usa e nos descartará quando bem lhe aprouver. Somos seres meramente descartáveis sem nenhuma certeza do passo seguinte ou de sua ausência.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Acertos e erros

Neste jogo de erros e acertos, que é próprio da vida, acertei em cheio no erro, levantei a cabeça e segui mancando. Há de se aprender algo, mas às vezes acho que preferiria a ignorância.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Questões


Em quantos momentos vãos
os vãos se mostram estreitos
e temos que passar
a qualquer momento?

Quantas passagens estreitas
temos que transformar
em nossos estreitos obrigatórios
de trânsito de vida?

Quantos seres temos que ser
enquanto mal mal conseguimos
ser quem somos enquanto
deixamos de ser quem gostaríamos?

Queria ser um querer realizado sempre
e sempre querer o que se realiza
para finalizar com um ad eternum
feliz e em paz para sempre!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Fora de época


Abóboras de Halloween
Bruxas à solta
Fantasmas que se perpetuam
Nascidos na infância
Em estórias da Carochinha
Sem fadas
Salvamento distante
Em sorriso perdido
Um choro perpetuado
Sombras do além

sábado, 4 de agosto de 2012

Águas amargas

As águas amargas
que turvam o rio
turvam também
as alma daqueles
que do rio dependem

Deixa-lhes com sede,
com fome,
em desamparo,
ressecados no todo,
como que mortos 

Desaguados...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Por tudo

Saiu de casa, viajou mundo, conheceu vários países e culturas, escalou montanhas, esquiou, brincou de neve, lutou pela defesa dos animais para ter status, foi a shows, fez comerciais, teatro e cinema, quase se tornou celebridade e daí se deu conta de que o tempo estava, ainda que não quisesse, passando assustadoramente rápido, num trote frenético, cavalgava.
E assustada, viu as pendências que tinha na vida, as atenções que não deu enquanto só vivia para si, sentiu um vazio imenso dentro dela, uma saudade gigantesca das pessoas de quem se afastou, dos lugares simples que não valorizou, mas aquela figura sombria vestida de preto foi se aproximando resoluta. Era tarde. Pereceu, sucumbiu nas mãos da morte que, esta sim, seguiu seu caminho certo de ir ceifando vidas por onde andava, e andava por todos os ondes.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Palavras

Não sei se brinco com as letras
Ou se as letras brincam comigo.
Fazem de mim o que querem
Ou me representam no falar.

Não sei se escrevo o que quero
Ou se quero o que a escrita me diz.
Falam que falam por mim
Ou a mim me dizem o falar.

Não sei se faço chiste das coisas
Ou se o chiste são as coisas em si.
Faço gracejo com um tudo
Ou é a vida que graceja comigo?

Obs.:
Pegando "carona" de inspiração na publicação de hoje do blog Doce de Lira, de Renata de Aragão Lopes, denominada Elementar. Vale a pena conferir.