terça-feira, 26 de junho de 2012

Prece, pressa

É nas preces que entoo sem fé que eu faço as súplicas mais sagradas, das coisas que mais careço na vida!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Que?

Que tipo de função é essa
que cumprimos sem direito
a pedido de renúncia?

Que tipo de herança é essa,
indesejada, pesada,
da qual não podemos abrir mão?

Que vida...?

De que adianta
tentar te mostrar o sol
se és sombra?

domingo, 10 de junho de 2012

Quando

Quando os dias não passam...
Pastam.

sábado, 2 de junho de 2012

A questão

Foto: Ivan Bueno
Histórias cheias de ódio
Filosofias cheias de amor
Igrejas plenas de culpas
Buscas cheias de ardor

Vazios e lacunas de alma
Desamparo humano de pai
Promessas divinas
Gritos de socorro aos céus

Verdade encoberta em véus
Almas um tanto angustiadas
Vidas rompidas ou entrelaçadas
Histórias desatadas, vão

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Acidentes

Existem alguns acidentes da natureza que não deveriam acontecer... e alguns deles são chamados de seres humanos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mas quá


Foto: Ivan Bueno - MASP Out. 2011
Hoje o dia amanheceu
E, com a mesma cara de ontem, saiu 
Literalmente igual, tal e qual
Perene expectativa de mudança

Sucumbi às emoções do desespero contido
Ocorreu-me a possibilidade de um milagre
Coordenei os pensamentos, mas quá!
Outras variações desesperadas vieram
Retardaram o passo
Retrocederam o avanço.
Ordeno aquilo que não se faz obedecer: destino!

domingo, 6 de maio de 2012

Perpétuo

Há prisões que são perpétuas, ainda que se decrete liberdade... É que há coisas que não funcionam por mero decreto.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Entranhas






Minhas estranhas entranhas do espírito
Buscam respostas pra perguntas
Que nem sabe fazer

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mantras





Tenho entoado mantras que nem eu entendo e que me trarão graças que nem mesmo sei se me farão sorrir, mas entoo.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Coração-angústia


Meu coração bate como o que desaba
E nem sei dizer se é amor ou apenas desespero
Ando em zigue-zague, ando e desando
Ato e desato cada ato que tenho ou tive
Ato e desabo cada aba que fiz ou que desfiz

Meu coração sofre de angústia que se aperta
Não grita pra ouvidos, mas resmunga meu sentir
Tento uma saída, mas nem sei onde entrei
Labirinto de cartas desmarcadas... Que cartas?
Se consultar o Tarô o que me dirá? Confio?

Meu coração bate com vontade de viver
E vivo com vontade de entender esse prosseguir
Cambaleio nos passos, às vezes, e me faço
Refaço, retoco, desfaço e vou criando algo
Algo que ainda não sei como findar em paz