Muito fervor faz a água evaporar, seca tudo, mina a vida possível e razoável, destrói os pontos médios necessários ao viver.
terça-feira, 8 de março de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
Esperança (a esperar)
Te sinto na ausência presente
Tua sombra ainda perambula luminosa
E busco teu cheiro num vestido deixado
Num fio de cabelo que ficou
Nas lembranças de cada coisa tocada
Mantida com a égide de uma relíquia
Quase te vejo no nada, em tudo
Quase te toco ao buscar meu toque
Minha vida, minha lida
Tudo meio em vão sem ti
Tudo sem rumo, sem destino, sem planos
Ausência do precioso desejado
Te sinto nos caminhos repetidos
Como uma espiral que vai
Não sei se ascendente ou descendente
E que me levará ao mesmo ponto teu
Não sei se real ou se me iludo de esperança
E assim espero, espero, espero
Estás em cada canto, em cada centro
Estás em tudo onde projeto meu ser
E me confundo contigo ou com o nada
E ando fracamente arrastando as pernas
Ombros caídos, largados, tristes
Alma que não sabe pra aonde ir e espera
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Guru
Quem precisa de gurus, normalmente não conta consigo.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
De quanto?
De quantas curas preciso
Para sair às ruas
Olhar pro céu, ver estrelas
Não temer o sol nem as gentes
De quantas caras preciso
Para às ruas ir
Para de mim e todos rir
Não temer o temor e o tremor
De quantos quereres preciso
Para me curar
Para me encarar
Não temer mais viver, calar
Para sair às ruas
Olhar pro céu, ver estrelas
Não temer o sol nem as gentes
De quantas caras preciso
Para às ruas ir
Para de mim e todos rir
Não temer o temor e o tremor
De quantos quereres preciso
Para me curar
Para me encarar
Não temer mais viver, calar
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Tic tac...
Não existe tempo, o que existe é metamorfose.
O tempo é uma invenção para tentar justificar a metamorfose que se sofre e da qual se padece.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Assim...
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| Pintura: Van Gogh |
O brilho no olhar se fez opaco
E a esperança se desfez no fim do infinito
As cores ficaram pastéis, depois cinzas
O corpo foi dando lugar à imobilidade
Os cabelos se desfizeram em neve
O peito se angustiou, sofreu, chorou
A solidão foi companhia única
E a partida se fez assim, solitária
O cinza se fez escuridão e esta se fez fim
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domingo, 8 de novembro de 2015
sábado, 7 de novembro de 2015
De menos...
Porque eu estar pelado é a percepção da menor das coisas faltantes desse universo que ora reina aqui.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Limpo
Fizeram uma lavagem, mas ao invés de limpar, somente, deixaram tudo completamente vazio, inerte, sem vida.
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