domingo, 7 de junho de 2015

É

Tudo é da vida, até a morte.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Porque sim

Hoje as lágrimas me correm o rosto
Porque sim
Abundantemente gritam uma saudade
Porque sim

       Chamam as pessoas das vozes ficantes
       Clamam os abraços idos
       Os amores retidos, e muitos são

Hoje o olho brilha de tristeza e gratidão
Porque sim
Olha o céu e o horizonte num olhar distante
Porque é assim

       E não é preciso explicar tudo, só ser-se
       Desnecessário ter que explicar as interrogações
       Apenas tê-las em paz já é o bastante

Hoje soa a valsa do piano das memórias
E os batuques e as cordas
Hoje soa ontem e soará amanhã e sempre
Porque sim, simples assim

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Nota-se

Na essência da energia, sou rock
Na liberdade criativa, sou jazz
No refinamento de ideias, sou clássico
E na origem primeira, sou pop

Noto e anoto as notas de ouvido
Gosto da liberdade eclética de ousar
Não gosto do reto, linear
É preciso movimento preciso

Só que preciso é nem sempre necessário
Curvas ligam dois pontos sem reta
Posso passear por bons estilos
E cravar-me firme no que, ah, noto

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Do andar...

Andei por aí vivendo o pouco-viver. Agora ando por aí tentando, mas pouco sou visto nas sombras e undergrounds.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Voa seu voo

Voa, voa com leveza
Abre as asas e descobre o céu
Trespassa as nuvens e vai além

Voa, voa alto, vai
Não olha pra trás, apenas voa
Segue seu rumo ao alto

Segue em rota firme
Voa, voa firme e alegre
Voa em cântico esse voar

Que tão pouco voou
Enquanto a tantos tocou
Aqui nesse raso em que estamos

Voa, voa até pouso tranquilo
Voa pro descanso, voa
Voa bem, voa, bem

domingo, 10 de maio de 2015

Os cantos daí...

Mimi e Tia Elza / 2006
Hoje, dia de mesa cheia, charuto, quibe, feijão árabe, mijadra e tantas conversas, risos e comemorações. Mas a mesa que estaria cheia, hoje está vazia, silenciosa. O vento sopra e balança as folhas de papel. Pode-se ouvir o barulho minúsculo das teclas do notebook, a respiração do cachorro que dorme no chão, da gata deitada no bicama, o cantar de um passarinho numa árvore, a voz de uma criança das redondezas e o silêncio do ar. Ouve-se o céu, ouve-se do céu. Daqui, não o mar, mas seriam belas ondas a entoar seus versos de marola. As nuvens passam esparsas nesse dia ensolarado e rememoramos você, vocês, mães nossas que já foram daqui praí, logo ali, dizem ser. O interfone não vai tocar e nem haverão mesas emendadas pra que todos se sentem. Os corações ainda vibram cheios de amor e batem compassadamente por vocês. Os pássaros cantam felizes e em uníssono aqui, ali, acolá e, é provável, até mesmo aí. Feliz, mãe... feliz, mães. Não se concentrem nas lágrimas que escorrem, mas no amor que se carrega na alma. Feliz dia, feliz dias...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Tenho dito.

Gosto de gente sem frescuras... Essa é minha frescura assumida!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Das partes...

E eu que pensei que você tinha chegado... Mas não! Tinha partido, e tudo em pedaços miúdos demais pra se poder pensar em remontar.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Do pseudopoliticamente correto...

A forma de fazer, a intenção, o gesto, o dito, o falado... A intenção dada ao feito, a conotação dada às palavras, isso é o mais importante, embora, às vezes, invisível.

A vida ávida

Entoo mantras nas mantas que não mentem
Prazeres não tidos, amores não vividos
Entoo as dores e sofreres que iludem
Vida que não são só dor, andar que de fato é bom

Canto as canções do peito e da alma
Entoo os versos das cantigas do corpo
Vivo as emoções de hoje e outrora
Cato as coisas aqui e parto qualquer hora

Olho adiante com um bom olhar
Vejo cores, vejo cinza, antevejo vida
Olho adiante e aquém, olho aqui também
Vejo cores de um grande viajar

Sigo o seguir que se segue sem saber
Sigo o saber que nem se sabe ter
Olho com o olhar o que nem se sabe ver
E sorrio sorriso largo que mal se cabe dente