segunda-feira, 31 de agosto de 2015

In natura

Das rosas o que primeiro cai são as pétalas. Os espinhos permanecem e até se fortalecem com a secura que advém. Será sinal de que é preciso defesa nesse mundo de poucas rosas?!!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O TAL

Fotografia: Ivan Bueno
Às vezes o amor emburra,
Às vezes emburrece.
Às vezes acalenta,
Às vezes enfurece.

O amor é aquilo que bate
Junto com o coração,
Sem sê-lo e sem selo
De qualidade ou de garantia.

Amor é um não sei quê
Que não é paixão, mas pode contê-la.
Perigoso é confundir-se com ela.
Mingua-se à morte.

Amor é uma busca,
Uma realização não simples.
É necessária,
Patética, bela, quase otária.

Às vezes o amor clareia,
Às vezes escurece.
Às vezes acalenta,
Às vezes enfurece, amor.

Quando o amor emburra,
Vai sem olhar pra trás.
Bate a porta e sai.
Quando emburra, emburrece.

Ai, amor, ama, amor.
Ama e não emburra,
Que de emburrar se destrói,
Mas isso é pedir demais, amor.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Nem-lá-nem-cá

Há de haver em tudo um balanço, um equilíbrio, um nem-lá-nem-cá, uma fuga do maniqueísmo avassalador tendencioso humano. Alegria extrema, é um passo pra idiotice. Tristeza extrema, é o caos já instaurado. Há quem hasteie bandeiras querendo transformar aquelas causas em gritos, quando os gritos nada têm a ver com as causas. Gritemos nossos gritos, de fato, encontremos nossos nem-lá-nem-cá... Estou tentando o meu.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

1/2

Ando por completo meio e tão meio que meu eu inteiro se acha metade!

domingo, 5 de julho de 2015

Till

Till you try
I cry for nothing
Till you do
I keep just looking,
Crying,
Sometimes smiling,
Sometimes falling.
Till you are so far
I’m aware now
Completely aware.
Inside myself...
It hurts, of course,
It’s part of life,
But also growing
With pleasure.
A real delighted life
All the time.
Till the time goes on
Till your life’s the same.


       Obs.:
       Escritos de guardanapo de 21 de janeiro de 1997. 

domingo, 7 de junho de 2015

É

Tudo é da vida, até a morte.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Porque sim

Hoje as lágrimas me correm o rosto
Porque sim
Abundantemente gritam uma saudade
Porque sim

       Chamam as pessoas das vozes ficantes
       Clamam os abraços idos
       Os amores retidos, e muitos são

Hoje o olho brilha de tristeza e gratidão
Porque sim
Olha o céu e o horizonte num olhar distante
Porque é assim

       E não é preciso explicar tudo, só ser-se
       Desnecessário ter que explicar as interrogações
       Apenas tê-las em paz já é o bastante

Hoje soa a valsa do piano das memórias
E os batuques e as cordas
Hoje soa ontem e soará amanhã e sempre
Porque sim, simples assim

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Nota-se

Na essência da energia, sou rock
Na liberdade criativa, sou jazz
No refinamento de ideias, sou clássico
E na origem primeira, sou pop

Noto e anoto as notas de ouvido
Gosto da liberdade eclética de ousar
Não gosto do reto, linear
É preciso movimento preciso

Só que preciso é nem sempre necessário
Curvas ligam dois pontos sem reta
Posso passear por bons estilos
E cravar-me firme no que, ah, noto

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Do andar...

Andei por aí vivendo o pouco-viver. Agora ando por aí tentando, mas pouco sou visto nas sombras e undergrounds.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Voa seu voo

Voa, voa com leveza
Abre as asas e descobre o céu
Trespassa as nuvens e vai além

Voa, voa alto, vai
Não olha pra trás, apenas voa
Segue seu rumo ao alto

Segue em rota firme
Voa, voa firme e alegre
Voa em cântico esse voar

Que tão pouco voou
Enquanto a tantos tocou
Aqui nesse raso em que estamos

Voa, voa até pouso tranquilo
Voa pro descanso, voa
Voa bem, voa, bem