domingo, 14 de fevereiro de 2016
Guru
Quem precisa de gurus, normalmente não conta consigo.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
De quanto?
De quantas curas preciso
Para sair às ruas
Olhar pro céu, ver estrelas
Não temer o sol nem as gentes
De quantas caras preciso
Para às ruas ir
Para de mim e todos rir
Não temer o temor e o tremor
De quantos quereres preciso
Para me curar
Para me encarar
Não temer mais viver, calar
Para sair às ruas
Olhar pro céu, ver estrelas
Não temer o sol nem as gentes
De quantas caras preciso
Para às ruas ir
Para de mim e todos rir
Não temer o temor e o tremor
De quantos quereres preciso
Para me curar
Para me encarar
Não temer mais viver, calar
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Tic tac...
Não existe tempo, o que existe é metamorfose.
O tempo é uma invenção para tentar justificar a metamorfose que se sofre e da qual se padece.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Assim...
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| Pintura: Van Gogh |
O brilho no olhar se fez opaco
E a esperança se desfez no fim do infinito
As cores ficaram pastéis, depois cinzas
O corpo foi dando lugar à imobilidade
Os cabelos se desfizeram em neve
O peito se angustiou, sofreu, chorou
A solidão foi companhia única
E a partida se fez assim, solitária
O cinza se fez escuridão e esta se fez fim
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domingo, 8 de novembro de 2015
sábado, 7 de novembro de 2015
De menos...
Porque eu estar pelado é a percepção da menor das coisas faltantes desse universo que ora reina aqui.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Limpo
Fizeram uma lavagem, mas ao invés de limpar, somente, deixaram tudo completamente vazio, inerte, sem vida.
sábado, 3 de outubro de 2015
domingo, 6 de setembro de 2015
Chuva
Quase todo dia chove, chove muito, e mesmo na seca. Quase ninguém nota. Chove tanto e tão forte, quase todo dia, chove muito! Ninguém nota, quase.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Anfíbios
Mantinha-se na superfície por medo do mergulho. O corpo grande e belamente torneado não seria empecilho para ir e voltar, conhecer o profundo e respirar na superfície. Mas resistia, apesar da patente capacidade do mergulho. Somos anfíbios, afinal, mas muitos não se dão conta disso. Mamíferos? É um mero detalhe de nascença. Poderia aprofundar-se, descobrir e deixar-se descobrir raridade preciosa. Na superfície, pequenas marolas, turbulências falsas, aparências fúteis. No fundo, a riqueza real, a vida mesmo, a maior quantidade de seres profundos. Corre-se o risco dos afogados, sem dúvida, mas estes acabam por boiar. Resistia, ela, ainda assim. Nem a capacidade de reter o ar, nem o escafandro disponível a demoviam da superfície com facilidade. Ultimamente, no entanto, arriscava-se a enfiar a cara n’água pra olhar lá dentro.
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