domingo, 29 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Sa... ídas
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| Arte: Tonho Oliveira - Porto Alegre/RS |
Quando pensou
Ter encontrado saída
Caiu em si e
Perdeu-se no vácuo
Ivan Bueno
Eu também vivo assim:
caindo dos céus que crio
e em que "cri".
Sorte que além do céu,
tudo é ainda infinito.
Cássia Fernandes
Obs:
Parceria artístico poética entre Tonho Oliveira, que inicialmente criou a figura, eu e Cássia Fernandes, que "poetamos" inspirados pelo desenho.
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Quatro mãos
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
À boca pequena
Corre à boca pequena
Nos cantos e becos da vida
Que bocas pequenas
Também beijam
Que línguas geográficas
Nem sempre viajam
Que corações grandes
Podem levar à morte
Que regras inflexíveis
Se quebram num crec
Corre á boca pequena
Nos mais sórdidos cantos
Que em boca fechada
Não entra é comida
Nos cantos e becos da vida
Que bocas pequenas
Também beijam
Que línguas geográficas
Nem sempre viajam
Que corações grandes
Podem levar à morte
Que regras inflexíveis
Se quebram num crec
Corre á boca pequena
Nos mais sórdidos cantos
Que em boca fechada
Não entra é comida
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Poesia
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
O que causa
Por trás de toda ferrenha defesa de causas alheias há sempre um grande pedido de socorro pessoal, para si, totalmente particular.
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Do fingir
Como uma boa covarde que se faz de forte mas foge dos reais sentimentos da vida, correu do sentimento de afeição, de amor, enfiou o rabo no meio das pernas e fugiu aterrorizada, esquecendo-se apenas de que era uma escorpiana. Ferroou a si mesma, perdendo assim a própria vida, por covardia travestida de coragem. Foi assim que sempre viveu, fingindo-se só coragem e chorando de medo.
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Flores azuis
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Presenteou-a com flores azuis
Da cor dos seus olhos,
Como o céu límpido lá fora,
Livre das nuvens que foram.
Voltarão, é certo.
O mundo é um pêndulo,
Um grande vai e vem,
Mas em vidas distintas.
Colocou, ela, as flores num vaso,
Encheu-o de água límpida,
Mirou-as com seus olhos azuis
E se viu ali, tão cinza. Não sorriu.
Da cor dos seus olhos,
Como o céu límpido lá fora,
Livre das nuvens que foram.
Voltarão, é certo.
O mundo é um pêndulo,
Um grande vai e vem,
Mas em vidas distintas.
Colocou, ela, as flores num vaso,
Encheu-o de água límpida,
Mirou-as com seus olhos azuis
E se viu ali, tão cinza. Não sorriu.
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Poesia
sábado, 7 de setembro de 2013
Fim ou término?
Se a vida tem um fim, qual é, se ela sempre termina num "the end" raramente romântico ou confortável? Qual o fim desse fim?
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Martelo
Nessas pancadas insistentes desse martelo pesado, nunca houve pausa no ritmo, no peso, na força, na carga, no castigo que dá. O prego, já enfiado na madeira, e continuou batendo. A madeira começou a trincar, a ceder, e o objetivo de tudo ficou sem resposta. Mas o martelo não parou jamais. Quem o empunha não tem noção do que faz.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Entropia
Sinto, perplexo, a ação do tempo
O seu corroer das coisas
A sua entropia demasiada
Levando e levando, pouco traz
Sinto muito pelo que vejo, dói
A despedida de tudo vem e vem
Nos outros e em mim
Os outros e eu, até um fim
Por tudo que vai com o tempo
Os ganhos se perdem
E quando o fôlego já não aguenta
É quando mais se sabe... à toa
O seu corroer das coisas
A sua entropia demasiada
Levando e levando, pouco traz
Sinto muito pelo que vejo, dói
A despedida de tudo vem e vem
Nos outros e em mim
Os outros e eu, até um fim
Por tudo que vai com o tempo
Os ganhos se perdem
E quando o fôlego já não aguenta
É quando mais se sabe... à toa
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