segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Um quê...





Havia paredes vazias repletas de quadros brancos e um ser invisível a observá-los com olhar distante. Havia um nada em tudo, um quase nada em quase tudo, um quê de sei lá como.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

É ruim também...

Me choca pensar em pessoas que não se emocionam com a pureza, a simplicidade, a música, a vida assim...

É ruim...

Acho muito ruim quando as pessoas deixam de ser gente e viram profissões... É triste isso, e tão comum, tão raro gente permanecer gente.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ahhh schhh...

E às vezes, quando mais preciso de gritar, as palavras me somem por completo, me calo, emudeço, engulo seco, engasgo e sinto o incômodo silêncio das palavras não ditas.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Compreensão

Entender as mentes turbulentas e atormentadas é ter um tanto grande e bem reconhecido de turbulência também dentro de si.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Eco




Só nos emociona e nos encanta, só nos toca profundamente aquilo que faz eco em nossa alma, aquilo que ressoa com nossa nota interna, que umedece as lágrimas já choradas ou por chorar, sopra os risos dados ou por dar, desperta amores e paixões vividas ou por viver. É preciso ecoar, reverberar, senão não emociona.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Gosto

Adoro a sofisticação de quem se encanta com a simplicidade. Adoro a sofisticação de quem se veste dela...

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Relaltividade

O tempo corre quando a gente não quer e se arrasta quando a gente quer que corra. É totalmente relativo... e, via de regra, cruel.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Tecidos

Desconheço teu rosto em face à face que me beija, sem língua a se intrometer, assim como desconheces minha face, sem língua a se intrometer. Há beijo, pouco tato no beijo, há pouco ranço, pouco hálito, pouca entrega, pouca coisa que se esfrega. Tudo meio incompleto. Rostos cobertos, a face do medo. E o que parece entrega é teatro, é cena, é figura, é arte da falta de vida. Desconhecemos nossos rostos internos e externos, assim como desconhecemos nossos ids, egos e superegos, que nos comandam eternamente por debaixo dos panos. Não nos conhecemos sequer minimamente e arrotamos arrogância mundo afora. Rostos cobertos, beijos vazios, mãos tateando temerosas no escuro.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Desilusão...

Viagens alucinantes já não me fascinam mais, não no campo da suposta realidade. Tomaram seu lugar, definitivamente, na área da ficção científica e da diversão. Não espero magia da vida, ou espero pouca, sem ilusão, apenas com uma réstia de esperança semiperdida. Tudo que é zen demais, me irrita, cai no ilusionismo, no autoengano, na magia fácil, no engodo. Espero pouco das orações, mas as faço assim mesmo. Não acredito em deus, mas o invoco quase todo dia, assim como os santos e os que se foram pro outro lado. Só acredito na magia do que é corriqueiro e natural, ainda que possa, às vezes, ser raro. Não quero me alucinar, quero me apaziguar. Que os demônios vivos mantenham boa distância.