Costumam me perguntar se sou de direita ou de esquerda... Oras! Fazemos análise exatamente pra tentar saber se temos algum sentido.
sábado, 29 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Difícil agora
É difícil segurar o grito da tormentaÉ difícil estar no olho do furacão
Sentir-se de mãos atadas, tripas furadas
Ver-se meio tudo-fragmento, meio nada
É difícil ver-se indo embora sem ir a lugar algum
Sentir o arroio que não mata a sede
Que não deixa navegar, que encalha, não flui
É difícil caminhar num escuro que não intui
Agora o passo quer acelerar
Agora as pernas não respondem
Agora já nem é agora
Agora já foi, já não é, já era
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Poesia
domingo, 2 de outubro de 2011
Lançamento do livro Empirismo Vernacular
Convido a todos para o lançamento do livro EMPIRISMO VERNACULAR que nasceu a convite de Marley Costa Leite, da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia/GO.
O lançamento se dará em 05 de outubro de 2011 no Deck Parking 01 - Sul, no Flamboyant Shopping Center, em Goiânia/GO.
Promoção da Secretaria de Cultura em parceria com a PUC-GO (Pontifícia Universidade Católica de Goiás) e da Editora Kelps.
A coleção é composta de 183 títulos de diferentes autores, dentre eles o presente livro aqui anunciado, podendo todos serem adquiridos separadamente.
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Incentivo à cultura,
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Inquietude
Estou inquieto... tão inquieto e agitado que me vejo quieto, imóvel, inerte, esperando que a inquietude passe ou mude de forma.
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Aforismos
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Dia mais bonito
Hoje o
dia é mais bonito
Hoje
recolhi meu grito
Comecei
o rito de falar
Comecei
o rito de andar
Hoje o dia é mais bonito
Hoje o dia é mais bonito
Hoje teu
olhar eu fito
Comecei
de fato a te falar
Comecei
de fato a te tocar
Hoje o dia é mais um rito
Hoje o dia é mais um rito
Onde é
seu olhar meu grito
Começando
de fato a conversar
Começando
de fato a farfalhar
Hoje o dia é mais bonito
Porque hoje és a mais bonita
Hoje o dia é mais bonito
Porque hoje és a mais bonita
Porque
hoje te fito o corpo
Porque hoje é de gozo o grito
Porque hoje é de gozo o grito
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Poesia
terça-feira, 13 de setembro de 2011
A história perfeita
Era uma vez o melhor contador de histórias do mundo... e ele viveu feliz para sempre.
FIMÉ claro que ele encontrou sua princesa, teve saúde, paz, prosperidade, muitos amigos e morava num lugar perfeito, afinal é a história perfeita.
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sábado, 10 de setembro de 2011
Manchas do tempo
E a junção dos fatos não corresponde às fotos
Manchas do tempo
Traças a corroer as revelações
Marcas do vento
Troços a corromper as reuniões
Onde houvera amor
Laços fraternos a se desfazer em ódio puro
Cheio de afeto
Afetado pelo rancor e pelo desprazer
Cheio do infecto
Do normal pútrido que toma o bom
Mostra-o podre também
Nós e maçarocas, emaranhados de fios tênues
Alguns a se arrebentar
Nós em meio aos nós, gritando
Dores da falência
Órgãos múltiplos dando sinais de fraqueza
Órgãos como de igreja
E as junções dos fatos não servem à foto
Amarelou-se o tempo
Desnudou-se o templo com o sujo
Escureceram a luz
Apagaram-se as chamas de quem chama
E então me fui cabisbaixo, só
Manchas do tempo
Traças a corroer as revelações
Marcas do vento
Troços a corromper as reuniões
Onde houvera amor
Laços fraternos a se desfazer em ódio puro
Cheio de afeto
Afetado pelo rancor e pelo desprazer
Cheio do infecto
Do normal pútrido que toma o bom
Mostra-o podre também
Nós e maçarocas, emaranhados de fios tênues
Alguns a se arrebentar
Nós em meio aos nós, gritando
Dores da falência
Órgãos múltiplos dando sinais de fraqueza
Órgãos como de igreja
E as junções dos fatos não servem à foto
Amarelou-se o tempo
Desnudou-se o templo com o sujo
Escureceram a luz
Apagaram-se as chamas de quem chama
E então me fui cabisbaixo, só
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
O dia
O dia não me promete nada,nada espero do dia.
De dia à noite, um nada espesso
promete fluir, vazio e denso
Até se encher de
não sei quê,
não sei onde,
não sei como.
Até eu me encher...
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Vórtice
Caminhar descalço, pé imundo
Andar é andar, direção é o que importa
Vai definir onde bater à porta
Tempestades, passageiras são
Tempestades, passageiras são
Passageiro de tempestades, sou
Ir de baixo acima é mera questão
De querer definir onde vou
Redemoinhos, ciclones, tornados
Redemoinhos, ciclones, tornados
Tome cada um seus cavalos alados
Galopar rumo ao desconhecido
Busca de preencher o caminho corrido
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
De cisão
Tudo é sim ou não depois que passa pelo crivo do talvez.
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