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| Imagem: Internet |
Obs.:
Retomada e revisão/ampliação do poema RESTO E NADA, publicado em 11 de julho de 2010.
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| Figura: o mar (internet) |
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| Imagem: paisagem qualquer (internet) |
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| Imagem criada por I.A. Don(a) Quixote |
Entre o sim e o não,
Me dói o talvez
Que, sem saber se sim,
Correu pro não e se foi.
Se ao menos mostrasse
Um pouco só
De admiração explicitada
Por mim, ó pobre, (me faço dramático!)
Alguma admiração
Por coisas que gosto,
Por algo que ouço,
Crio, toco, leio, penso,
Escrevo e me expresso...
E se ao menos houvesse paz,
Onde parece haver um espírito
Na defensiva, acuado
Pela vida que teve, é claro,
Mas que cultiva viva, e rega
Assim, ataca à toa,
Como se cão traiçoeiro,
Que sentindo-se acuado,
Morde, avança, destroça.
Tudo à ilusão da mente...
Vê inimigos
Onde o que há, mesmo,
São possíveis amigos;
E se fecha em si,
E é tão linda, e nem sabe,
Da beleza que tem, dentro e fora,
Não acredita...
Nem confia, e nem desconfia
Que tem um anjo
Escondido por detrás
Da armadura defensiva,
Da espada a atacar,
Da agressão, que de medo é...
Esse anjo-adormecido.
Não precisava temer nada,
Nem viver atormentada
Por teorias de conspiração,
Dum apocalipse em que crê, virá
E que nem ocorrerá,
A não por criação mental
De uma realidade machucada.
E eu a amava tanto, a queria tanto,
Que me dói a alma,
Que me ensopam de águas os olhos...
Mas aos socos desferidos,
Afastei-me, acuei-me eu
Diante das críticas,
Ironias, agressões,
Explícitas condições de não-convívio
Restritas condicionantes de convívio pouco
Onde se busca a paz, mas
Ancorada em guerra, sem paz.
Uma guerra que, a real,
Já se findou há eras,
Mas mantém-se aí, viva, a lutar
Com seus moinhos de vento
Quisera eu você descesse
De teu cavalo Rocinante,
Se despisse da armadura,
Expusesse a carne sofrida,
Se despedisse de Pança,
E esquecesse a "Dulcineia" que idolatra
Voltasse ao mundo real...
E a mim, seu Sancho da realidade
Que te aguardaria na paz.
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| Imagem: Internet |
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| Imagem: Internet |
Uma conversa lenta e agitada,
uma noite animada, amada,
desejada.
Uma aproximação lenta, tímida,
cuidadosa, mais madura,
mas não menos insegura de seus
atributos inúteis e outros também úteis.
Um diálogo há anos impensável,
mas agora possível.
A adolescência presente e adultizada
nas verbalizações do que se é,
do que se espera,
do que se faz,
do que ainda não.
Saguão de espera de novos capítulos,
saber quais serão os títulos
e funções, a extensão emocional,
a intimidade buscada e temida.
Mãos macias, belas bacias,
um olhar falante, quero ouvir mais e mais e mais,
para deglutir-te toda em corpo,
mente, espírito, nada à-toa.
Quero ser tido por ti,
quero te ter tida por mim,
quero coragem, quero amor,
quero crescer e fazer crescer,
pelo amor, não a paixão.
E então?
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Imagem: Pixabay |
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| Imagem: Internet |
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| Imagem: Internet |
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| Imagem: I.A. Copilot |
comprimido e engasgado,
saltitante e depravado,
noite afora, maltratado,
dia novo, desregrado,
ninho feito, nó atado,
rosto bom, cabelo ralo,
perna fina, anjo alado,
doce novo, enlatado,
feijão velho, amassado,
arroz cozido, macetado,
dia vai, dia matado,
noite chega, malogrado,
gente vem, fica engasgado,
gente vai, tá abandonado.
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| Imagem/foto: Internet |
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| Imagem: internet |
Antes, há pouco,
tinha vontade de não acordar
Queria permanecer em sonhos,
voando fora do corpo,
noutros mundos
Agora há resistência em dormir e
se afastar dos afazeres
mundanos, terrenos,
humanos, vividos em carne
Antes pensava amar sua mulher,
mergulhar na carne, nos prazeres,
nos seios, nas coxas,
na vulva latente e desejosa
Agora pensa noutra mulher
que nem sequer encontrou
quiçá esteja ela a voar
como ele antes queria
em sonhos de outros mundos
Antes vivia querendo ele o
não viver
Agora vive o aqui, o agora,
transpira a alma e
vive a carne em espírito e
sabe que não dirá adeus
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| Imagem: A psique humana |
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| Imagem: internet |
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| Imagem: internet |
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| Imagem: internet, manicômio abandonado |
Mente sobre todas as verdades
E das verdades, de pé, resta nenhuma
Guia-se de pé em pulo sem planejar
Leva os filhos a passar fome
Tudo em nome da mentira e da invenção
Leoa apartada do bando
Leva suas crias, as trata bem,
Mas aos outros animais da selva
Destrói a dignidade e a relva
Olha nos olhos e diz insanidades
Joga com a fé própria e com a alheia
Diz conversar com espíritos,
Mas são só as vozes internas, manicômio
Aberto, lotado de esquizofrênicos
Franze o senho, não olha nos olhos
Desvia o olhar das insanidades
E culpa os asturianos, os bestas, os marcianos
Toma uma nave
espacial e se vai