sábado, 27 de novembro de 2010

Postigos, lançamento em Porto Alegre, RS

Agora é a vez de Porto Alegre/RS receber o lançamento oficial do livro de poesias Postigos, de Carmen Silvia Presotto.

É seu terceiro livro de poesias, editora Vidráguas, que conta com a presença de 11 convidados (um deles, eu).

O lançamento será no StudioClio, Instituto de Arte & Humanismo, na Rua José do Patrocínio, nº 698, Cidade Baixa, Porto Alegre/RS, Brasil.

Mais cidades esperam pela oportunidade de receber o lançamento de Postigos, e tenho certeza de que novas frestas de janelas se abrirão em breve.

Compareçam e me representem!!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Postigos, lançamento hoje!

Ocorre hoje no Rio de Janeiro/RJ, cidade maravilhosa cheia de encantos mil, o lançamento do livro "Postigos" de Carmen Silvia Presotto.

É seu terceiro livro de poesias, editora Vidráguas, que conta com a presença de 11 convidados (um deles, eu).

O lançamento será na Livraria Cultura, no Leblon, a partir das 20:30h.

Estarei lá em alma e pensamento e farei daqui um brinde pelo sucesso do evento e do livro.

Compareçam!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Proposta

Não me proponha o óbvio, pois de óbvio já tenho eu a vida e suas consequências.
Não me proponha milagres, pois promessas deles já estão espalhadas por toda parte, por todos os cantos do mundo, por todas as religiões.
Não me proponha algo frio, pois o mundo já está com suas relações frias demais.
Não me proponha a inércia e a apatia, pois elas já existem em abundância.
Proponha-me vida, liberdade, amor, leveza, descomplicação sem ranger de dentes, sem sôfregas idealizações e sem cobranças.
Proponha-me vida e te direi sim, desde que tragas, também, vida própria.

domingo, 31 de outubro de 2010

Opa!cidade

- Não vejo brilho nos seus olhos, no seu semblante, no seu ser e agir. Que há? - peguntei a ela, interessado

- Estou sem bateria desde sempre. - respondeu-me secamente e seguiu








     Pintura:
     Amadeo Modigliani

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Gelo

Falava com tanta frieza e constância sobre temas corporativos e negócios, mas nada relacionados às convivências de vida, que não tinha tempo de perceber a ponta da língua e os lábios a congelarem em meio ao vazio. Trincava tudo, gelava ao redor, se isolava, era frieza só.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Não vês?

Você não percebe o tamanho do ferimento e o quanto sangra e o quanto dói? Parece-lhe invisível! Parece invisível a quase todos, mas é real, talvez mais real do que se fosse absolutamente explícito e tangivel com os dedos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Enquanto lia

E quando parecia que vinha
a trégua não era trégua,
era régua desmedida.
Era golpe de foice,
ainda não tão certeiro.
Ainda,
mas tem mira boa, tenho visto.
Era tortura,
era tontura,
enjoo, cansaço.
E enquanto lia, embolia.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Tratativa

Tento imaginar as pessoas
Como elas são.
Tento entender,
Lidar,
Mas nem elas mesmas são
Como imaginam ser.







Pintura: Rembrandt

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Outros mesmos

Nós nascemos e morremos várias vezes na vida. Nem sempre os funerais são bons, nem sempre as recepções são calorosas aos recém chegados. Mas é preciso reciclar. Somos os mesmos e outros novos, sempre.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Chega!

Não há trégua, não há pausa
Não há régua que meça
A dor, o sangue na taça,
Pausa que finda a vida
Tum tum... tum tum...

Coração como que régua
Medida de amor
Lágrimas não salvam
Medida de dor
Tum tum... tum tum...

Foice maldita a ceifar vidas
Chega a qualquer hora
Não há trégua: sofrimento é lida
Não adianta régua ou oração
Não mais... Tum.