terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Hoje é dor

Hoje tá difícil de segurar a onda... tá foda
Hoje é saudade, é dor, é solidão
E certo tom de desespero, ainda que contido.

Hoje é vontade de retroceder, ceder,
Avançar sedento no passado...
E o choro corre solto, e o soluço vai junto.

Hoje é ontem em cada pensamento
Hoje é ontem em cada sentimento

No perfume que sinto sem cheirar,
No tato que experimento sem tocar.

E a dor vai dando facadas, vai sangrando,
E o coração sofre, bate e, mais, apanha.

Saudade, saudade, santa maldade!
O que fazer? Apenas engolir em seco e sorrir amarelo...

Hoje é certo o desespero, hoje é pranto.
Hoje ao redor me falta encanto.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Roger Taylor - The Unblinking Eye (Everything Is Broken)


Apesar de não se tratar do Brasil, e este é um blog brasileiro, mais que tudo, além de nacionalismos e patriotismos, sempre tão limítrofes em suas linhas de raciocínio, sempre impondo limites xenofóbicos e "racistas" (que mais corretamente é dizer 'de cor'), esta música do Roger Taylor (baterista do Queen e multi-instrumentista) nos leva a pensar um pouco acerca da estupidez humana que promove "guerras santas" sem nenhum nexo para o mundo, e aí digo por mundo a população mundial, dizimando os mais fracos sempre com motivações financeiras, de poder e podridão.

God would weep if he existed
And he saw what man can do to man
He'd think that we were twisted
His unblinking eye would blink and then
He'd say not in my name you don't
You stupid little men
With your arrogance and ignorance
You'll do it time and time again

And I, I must be getting old
There's fire and fury driven deep into my soul
It's the helplessness that comes from being under your control
And everything is broken

We've got a high street full of holes
The hight street's full of holes

Five million cameras stare at us
You treat us like we're fools
Our privacy is meaningless
We're suffocated by ten thousand rules
And this kingdom's not united
Just a complicated mess
Are we in Europe? Half in Europe? Not in Europe?
We're soulless, spineless, directionless

Why send our young men out to die
In wars that we don't understand?
And why on earth should we medaling in places like
Afghanistan? The price is much too high
In terms of money or our precious men
Your reasons are mysterious
And quitte beyond our ken

And I, I must be getting old
There's a fire and a fury driven deep into my soul
It's the helplessness that comes,
You even sold our gold
And everything is broken...

Frutos Verdes Suculentos

Há instantes em que o tempo para
E para o tempo, o instante é nada
Como nada no tempo é de fato
Tempo, momento, agora ou depois.
Corrijo-me:
Tudo o que há é o agora.
Mas o tempo é quimera!
Quem dera poder mais
E tanger a realidade
Filtrando do todo a maldade...
Isto sim é que era bom, mesmo!,
Mas passa longe da verdade.
Instantes, momentos, intentos, rebentos...
Há tempos em que nada é tudo
E tudo é um estranho nada
Por viver, já vivido, um porvir.
E diz Cazuza que o tempo não para,
E digo eu, às vezes, que o tempo não anda (é impaciência),
E noutros anda depressa demais (é retardo).
Viver é tentar se equilibrar nesta corda
Que é tênue, que é bamba, que á fraca,
E daí, tudo na vida empata
Como pata de elefante de circo,
Como pescoço de Tiradentes na execução.
A vida é arte e é tortura,
E é preciso alguma tontura
Para os instantes em que o tempo para...
Pare, pense, não siga sem refletir!
Mas também não reflita demais, senão morre!
Viva!... A vida dá frutos verdes suculentos.

Escrito em: 26/12/2009 (23:50h) lá na reunião da casa do Olympio e da Tati, que foi bem bacana e regada a uma linguiça assada em um molho agridoce; um frango assado com catupiry e batata palha, vinho, whisky, água e H2OH.

Para pagar merchandising por favor entrar em contato aqui mesmo no blog, senão paro de divulgar e fico só a divagar.

De Extremos

Uma demonstração de carinho
Mínima,
Um "eu te amo", um afago
Mínimo,
E eu desabo em choro de amor
Máximo.
É assim com amores primitivos, maternais.

Escrito em:
26/12/2009 (20:10h)

sábado, 26 de dezembro de 2009

Você, eu e um pouco de Kafka

Você chegou como luz que iluminou meu escuro,
Como aquela que derruba o espantalho para não amedrontar o pássaro...
E então te toquei as mãos, os braços,
Te puxei pelo pescoço e te beijei.
Pela primeira vez senti teus seios levemente, então.
Deste momento em diante, tudo voou:
Desejos, planos de "para sempre" encantados,
E me sentí capaz até de ser herói,
Mas todo conto de fadas tem uma pitada ácida de caos e é mito.
Me iludí, enganei a mim mesmo
E caí na armadilha minha... caístes junto.
Fomos de cabeça e coração, sem capacete, sem proteção
E eu encantado com teu sorriso, com teu carinho,
Com teu sexo, nosso sexo, nosso aconchego e cumplicidade...
E como você chegou, chegou a síndrome de Kafka
E dentro de mim as convicções de então se transformaram:
O desejo foi mantido intacto, mas o herói foi morto e aniquilado;
O amor, acuado pela limitação do inseto-eu...
Difícil compreender o inseto! Difcil ser... e somos.
E, ainda que encantado, o inseto recuou com medo e incompetência;
Entrou na toca, achando ali se proteger...
E os pés de Kafka queriam pisar, esmagar.
Ah... tudo delírio meu! Kafka ou seu insteto, sou tudo eu!,
Eu em constante medo e metamorfose:
Recuando, incapaz de ser humano, apenas um inseto estranho ou humano demais
A sonhar com teus seios nús em minhas mãos,
Com tua boca em minha boca, com tua boca em todo meu corpo e a minha no teu,
E a tua cabeça relaxada em meu peito à noite.
Resta-me, por respeito, a solidão... solidão de inseto, solidão de gente,
Resta-me o resto e o rastejar em seis patas,
Para, depois, num acesso anti-kafkiano, me tentar manos inseto, mais ereto e sapiens.

Escrito em 12/12/2009 (22:56h) e 26/12/2009 (14:12h)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Fiat Lux

A gente não força um poema ou escrito para que saia cabeça afora em processo criativo a por as mãos a escrever ou a boca a recitar. É ilusão nossa pensar que criamos pensamentos. Eles vêm e vão quando bem querem, como toda manifestação artística. Somos nós os comandados na arte e criação. Somos presa fácil dos pensamentos. Um poema ou inspiração nos vem como o passarinho que pousa espontaneamente na varanda, porque quer. É um presente da vida, ainda que seja um passarinho feio.
Dá-se-lhe um beijinho, um trato e melhora-se a estética, que é o que nos compete. Nossa prepotência da criação é, talvez, herança religiosa da "imagem e semelhança do pai"; mas como ele, o pai, também escrevemos coisas ruins, escrevemos e não gostamos, pegamos o papel com nossa criação e embolamos, jogamos no lixo num acesso de ira, como numa destruição de Babel, como que se repleto de linguas e ditos ininteligíveis.
Fiat lux... Ah, que labor terá sido este que fez a luz e fez tudo mais, mas depois deixou tudo abandonado à mercê do livre arbítrio, também criado pelo mesmo fiat. Muito do que saiu desta criação original e, diz-se, única, saiu torto, irremediavelmente torto, ao que parece... ao que padece. Daí saímos nós, também com a mesma pretenção da potência do fiat criativo e criador.
Temos algum mérito, mas como já disse quando relatei sobre o elefantinho do circo, tomamos decisões conscientes obedecendo, sem saber, nosso inconsciente. Não são conscientes, portanto. É quase sempre assim... quase sempre. Fiat lux! E tudo sai do controle dos nossos próprios fiat.
Ah, e é natal... fiat natalis e finitus est in nomini dei.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Meu avô e os sapos

Eu adoro os sapos e muita gente me olha com estranheza quando me ouve falar isso. Muita gente tem asco desse bichinho tão simpático e inocente. Gosto dos sapos graças ao meu avô.

Eu era pequeno e meu avô era uma figura muito importante pra mim. Sírio, um nariz enorme e orelhas enormes e um sorriso cativante sempre estampado no rosto, e nunca na vida reclamou de nenhuma situação ou percalço. Meu avô Antônio era figura rara, sábia. Veio da Síria aos 9 anos de idade e aprendeu a falar o português nos porões do navio. Viria a se casar com minha avó Alice, imigrande de italianos, e sabe-se lá como o destino dos dois se cruzou.

Meu avô se dizia ateu, mas um dia, questionado por minha mãe se realmente não acreditava em deus, respondeu: "Minha filha, se deus existe, para mim, ele está em tudo o que é bonito: os animais, as árvores, as plantas..." e a impressão que tenho é que meu avô era incapaz de se concentrar em algo ruim. Até as maiores dificuldades que passou na vida não lhe tiraram os sono. A vida estava acima dos problemas. Muito pouca gente sabe fazer isto! E era ateu. Tenho uma tia que diz que ele era panteísta, mas eu vejo que o aparente panteísmo era só uma forma de conjecturar os questionamentos que lhe faziam. Nunca teve religião, sempre foi incrível... Talvez exatamente por isto.

Viveu 94 anos e, mesmo na cama, dependendo de cuidados de outros, mantinha sempre uma fantástica ludicez e um sorriso aberto.

Voltando aos sapos, pois meu avô renderia um livro, um dia cheguei na casa dele (eu tinha, então, uns 9 anos de idade) e fui direto ao quintal pra cumprimentá-lo. Eu adorava ajudá-lo na horta, uma bela e enorme horta, que ele tinha no quintal, cuidadosamente separada em canteiros. Cheguei, cumprimeitei-o e, sabendo que eu gostava de romã, ele já foi me dizendo, com seu sotaque particular que mais parecia de paulistano que de estrangeiro, "Pega romã, tem romã madura" e fui eu pegar a romã, enquanto ele aguava as plantas. Quando cheguei perto do pé de romã parei e fiquei estático com medo de um sapo que, para meu "fator de escala" de então, hoje pareceria ter uns 30 cm. Meu avô, percebendo aquilo, deixou a mangueira no chão, se aproximou de mim, se agachou e me perguntou: "Você está com medo do sapo?" e eu respondi que sim. Daí ele me perguntou: "Você não gosta de me ajudar com a horta?", e eu também respondi que sim. Daí ele disse, finalmente: "O sapo também nos ajuda aqui na horta. Ele come os insetos que podem fazer mal às plantas, ele revolve a terra e, veja bem, o sapo não é feio, nem perigoso, nem sujo. O sapo é limpo, não faz mal a ninguém e se nós o achamos feio é porque não estamos habituados a olhar pra ele". Dito isto, ele pegou o sapo com as mãos, mas não me impos nada, apenas continuou falar de valores de julgamento que tanto fazemos, e fez isto com uma naturalidade e num liguajar tão especial que eu, aos 9 anos, compreendi tudo o que ele estava a me dizer. Talvez sem ter a dimensão da enormidade do que ele falava, ele me ensinou ali, naquele dia, naquele momento, que as aparências, o feio e o bonito, o diferente e o usual, eram coisas sem importância real, mas apenas relativa. Existiam, mas não eram importantes de fato. O sapo já tinha deixado de ser feio, perigoso e ameaçador para mim, e este diálogo terminou comigo acariciando as "costas" do sapo, como ele mesmo tinha feito. Ele colocou o sapo de volta no chão, no mesmo lugar, e lá o deixou, voltando a aguar suas plantas e me deixando com a "lição" sem nada me cobrar. Eu, naturalmente, me aproximei do pé de romã e peguei a romã madura, já rachada, linda, que me esperava e que tinha sido reservada pra mim. Os sapos, desde então, além de me fazer recordar meu avô, me fazem recordar de tudo o que ele me ensinou ali. Foi um tratado ao não-preconceito, o que ele fez de forma tão naturalmente sábia, e acho que aprendi. É hipocrisia alguém dizer que não tem preconceitos. Todos temos, mas aprender a enxergá-los e a lidar com eles, colocá-los de lado, é o fundamental.

Hoje em dia adoro os sapos. Quando me aparece algum pelo quintal, olho e admiro da mesma forma que faço com um pássaro, um beija-flor. Deixo-o no quintal, e se aparecerem mais, tanto melhor. Tive uma infância de quintal, brincava subindo em árvores, telhados, muros, escavando na terra e sempre havia sapos nas épocas de chuva. Era sempre divertida a descoberta da presença de um sapo por lá. Uma companhia a mais, com seu espaço reservado. Os sapos têm lá sua beleza, mesmo, e eu adoro romã até hoje.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Complemento Baterístico Beatlemaníaco

Complementando o que postei abaixo e matando a saudade dos idos de 1997, aí estou eu, feliz e sorridente no Cavern Pub, em frente ao Cavern Club, em Liverpool (UK), prestes a comer um fish and chips e posando com cara de meio (ou por completo) abobalhado ao lado da bateria do Ringo.

Fiz o dito "Circuito Beatles" em Londres e Liverpool (UK) e em Hamburgo (Alemanha). Conheci o estúdio Abbey Road onde cometí uma das minhas maiores gafes da vida. Gafe da qual, aliás, não me perdôo. Segue o relato:

Estava eu em frente ao estúdio, era inverno, então todo mundo fica meio igual e igualmente elegante, até os homeless. Tirei fotos atravessando a famosa rua, assinei nas muretas da entrada do estúdio e, em dado momento, achando que o estúdio tinha uma parte de visitação pública, me dirigí à portaria principal. Havia acabado de chegar um carrão e tres caras, tão elegantes quanto eu, entraram convictos pela porta principal do Abbey Road. Fui, inocentemente, e entrei. Na época meu british English estava pra lá de fluente, e assim entrei e cumprimentei o recepcionista com um impecável "Good evening." e fui estúdio afora. Entrei e andei por corredores, vi portas fechadas, vi portas abertas, cruzei com pessoas (nenhuma conhecida) e, sempre cordialmente, dizia "Good Evening". Um verdadeiro lord-inglês-tupiniquim passeando dentro de nada mais nada menos que o estúdio mais famoso do mundo.

Eu continuei andando e queria encontrar uma porta com uma plaquinha onde estivesse escrito Studio 03, que era o estúdio mais usado pelos Beatles. Procurei, procurei, mas o local é grande e não tinha a plaquinha. O que fazer, então, eu, lord-inglês-tupiniquim? Claro! Voltar à recepção e pedir orientação. Lá fui eu de volta e me dirigi em inglês ao recepcionista:

- Please, where do I find the "Studio 03"?

- Are you a musician?

- Yes, I am, but I am here as a tourist, just to know the "Studio 03"

Mal completei esta frase e ele me olhou num misto de auto-reprovação e vontade de rir. A verdade é que a frase seguinte foi:

- I'm sorry, but you cannot get in here.

Era isso, o estúdio só era aberto pra pessoas com alguma agenda profissional. Nem as melhores argumentações filosóficas adiantariam, e não adiantaram. Turistas ficam só lá fora. Mas eu entrei logo atrás dos outros três caras e, mais que isso, entrei com aquela convicção inquestionável de quem está onde deve estar. Maldita hora em que decidi voltar à recepção pra pedir informações. Ainda conversei um pouco com ele, e foi bastante engraçado, porque eu estava arrependido de ter voltado pra falar com ele e ele estava ciente de que tinha falhado ao deixar entrar um turista. Perguntei se tinha gente famosa gravando alí naquele dia:

- Off course, every day.

- Who?

- I cannot tell you, I'm sorry.

E assim terminou minha saga pelo Abbey Road Studios. Agradeci... O clima de vontade de rir e arrependimento mútuo era inegável e voltei pro meu flat com um misto de felicidade e frustração. Felicidade por ter entrado em boa parte do estúdio (o que não era permitido a turistas e eu fiz) e arrependido por não ter continuado a andar e andar e andar sem voltar para pedir informação. Mas valeu! Hora de voltar praquelas bandas ou outras bandas distantes, além de tentar ver a Paul McCartney Band aqui no Brasil, mesmo. Já conhecí a casa do cara em Liverpool, por que não posso ir ao show?

The dream is not over, I'm sorry, Lennon!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Shakespeareando Um Pouco

Um dia Shakespeare estava a escrever, pensar e beber, e já tinha bebido bastante. Sábio homem que era, pensava se deveria continuar a beber ou parar. Decidiu continuar, mas quantas cervejas mais deveria beber naquele dia? Foi quando lhe surgiu a grande e célebre frase magistral e mundialmente conhecida: "Two beers or not two beers?" ao que o barman, impaciente, respondeu de bate-pronto: "That is the question!"

Muitos pensam que toda a sentença é de Shakespeare, mas não, o barman foi o grande responsável pelo complemento. Ao menos, em se tratando da Inglaterra, sabemos que deve ter sido cerveja de primeira qualidade, provavelmente "two pint beers", suponho eu. Um teor alcoólico a mais, uma obra mais prima.

Agora fico eu a pensar em mim, na minha vida, nos meus planos e na ausência deles (às vezes), e não tenho beers aqui por perto, nem vinhos, nem whisky (é assim que se escreve? sei beber!). Tem um licorzinho de jenipapo alí na geladeira, caseiro, bom, mas não se compara a uma pint beer. E, voltando aos questionamentos não alcoólicos, penso: "What is my question?".

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Instante Sagrado

Isto eu desenterrei da memória, agora. É um poema que fiz em 1989, por volta de setembro, e que acabou sendo adotado como o poema que faria parte do convite de formatura da minha turma de Engenharia Civil da UFG.
Também fui o orador e "choquei" o público ao apresentar uma crônica contando, de forma bem humorada e irônica, a história (meio verídica, meio fantasiosa) daquela turma de recém formados. Alguns adoraram (a turma, em especial), mas um senhor atrás da minha irmã e da minha então primeira-dama comentou "Vê se isso é discurso de se fazer numa formatura de Engenharia?!", indignado. Não era! Era melhor. Não tinha formalidade, nem era longo e era pra nós, formandos.
Mas voltando ao poema abaixo, foi escrito num quadro negro que eu tinha na área dos fundos da minha casa na rua 04, nº 163 do Setor Oeste (saudade de lá!). Acho que foi o único poema que eu escrevi num quadro negro. Os demais vão escritos em folhas de papel, em cadernos ou diretamente no computador. Aí vai o poema antigo, já com 20 anos de idade. Eu era um bebê e já escrevia poemas! Não sei se me lembrei dele direitinho, mas qualquer coisa eu corrijo ou completo depois:

Instante Sagrado

Mesmo com a morte do instante sagrado,
Sagrado é o momento do agora, porque assim o quisemos.
O adeus pra nada mais serve, se nem deus o conhece mais,
O momento é eterno porque vive dentro de nós.
Se choramos, então, é de felicidade!