quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Cabelos ao vento... Por onde?

Imagem: internet
Por onde anda você, e seu olhar?
Por onde andam vocês?
Atônito me recordo do que foi bom
E da destruição,
Que ao final de tudo, é construção.

Por onde anda você, pra onde olha?
Por que está a andar assim?
Parece sem rumo, parece sem prumo,
Parece que parece, mas pouco é
Do que parece, apetece, o que?

Seu charme travestido em ira
Derruba por terra todo o sex appeal
E deixa à mostra um rosnado difícil
Que retém um grito de socorro
Que detém tanta energia, mas gasta erroneamente

Por onde anda você, e o que vê?
Por que anda você sem ver o que tem de ver?
Destruindo paredes e casas,
Arranhando mesas, quebrando as unhas
Num tique forte demais pra ser contido.

O vento sopra para todos, já o sabe?
Aspire o ar puro que te sopra, grata,
E expire, grata, tudo que tiver de sair pra purificar.
Caminhe ao vento forte como quem leva um banho
Do sopro da criaçõ divina, e vai.

Acariciado...

Imagem: paisagem qualquer (internet)

A carícia dos escassos ventos de Goiânia passam pela minha cabeça, meus cabelos, minha face, nuca e se faz sentir no corpo, apesar das vestes, como um carinho a me apaziguar. O Sol, de dia, e a Lua, à noite, parecem sorrir sempre, ainda quando o céu está nublado e chove torrencialmente, acalmando a terra sedenta que ecoa na nossa terra interna, nossas origens, igualmente sedentas. Deus parece estar de bom humor e se faz sentir no canto dos pássaros e em tudo que há. Não falo de um deus personificado, não o é, mas de tudo o que está além da nossa compreensão e que, por tal, é a causa primeira de tudo, até que se prove o contrário. Ando, como consequência, feliz e grato por tudo que a vida me deu, me dá e me dará, até o fim. Meus pulmõs estão plenos de oxigênio e alegria, meu coração sorri, meu corpo se deleita, minha alma brilha. O dia a dia tem sido um acúmulo de aprendizado e crescimento rumo ao infinito.